sábado, 31/10/2026

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Artesãos de Teresina iniciam produção de presépios com preços que variam de R$ 380 a R$ 18 mil, até 10 meses antes do Natal

Com a aproximação do Natal, a tradição de criar presépios ganha força em Teresina, especialmente no Polo Cerâmico do Poti Velho, onde o casal de artesãos Rafael Pereira e Lígia Pimentel se destaca. Há…

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Com a aproximação do Natal, a tradição de criar presépios ganha força em Teresina, especialmente no Polo Cerâmico do Poti Velho, onde o casal de artesãos Rafael Pereira e Lígia Pimentel se destaca. Há mais de uma década, eles dedicam grande parte do ano à produção dessas peças especiais, que variam de 30 centímetros a 2 metros de altura e podem alcançar preços de até R$ 18 mil.

A produção dos presépios começa logo no início do ano, entre fevereiro e março. Rafael é o responsável pela modelagem das esculturas e Lígia cuida da pintura. “Foi uma união que deu certo”, resume Lígia, ao falar sobre como o casal se juntou no trabalho e na vida.

O processo de criação é meticuloso e pode levar até 15 dias para ser concluído. Desde a modelagem da argila, passando pela queima no forno, até a finalização com a pintura, cada etapa exige atenção e cuidado. O presépio mais acessível, por exemplo, custa R$ 360 e inclui 14 peças, como os Reis Magos, Maria, José e o menino Jesus na manjedoura.

As esculturas maiores, que representam José e Maria ao lado do menino Jesus, têm um peso significativo, somando mais de 150 quilos. “É um trabalho que requer calma e precisão”, explica Rafael, destacando a complexidade do processo.

Para o casal, a produção de presépios é uma questão de sobrevivência. Rafael começou a trabalhar com olaria aos 13 anos e, aos 42, continua criando suas obras. “Faço presépios há dez anos e sempre consigo vender. Gosto de produzir até dez unidades antes de dezembro”, diz ele.

Lígia, por sua vez, deixou a iniciativa privada há 17 anos para se dedicar ao artesanato, e desde então, os dois têm trabalhado juntos. Embora os presépios sejam os campeões de vendas, eles também produzem esculturas inspiradas nas pinturas rupestres da Serra da Capivara, imagens de santos e outros itens de decoração.

“Trabalhamos o ano todo, só damos uma pausa de um ou dois meses. Mesmo assim, sempre mantemos pelo menos um presépio em exibição, pois temos clientes que vêm de longe para conhecer nosso trabalho”, revela Lígia, mostrando o orgulho que sentem pelo que fazem.