quarta-feira, 28/10/2026

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Estudantes piauienses garantem medalha de prata em olimpíada de foguetes no Brasil

Na última quinta-feira (22), três estudantes de uma escola particular de Teresina conquistaram um feito notável ao garantir a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes 2026 (OBAFOG). Os jovens, Antônio Rufino da…

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Na última quinta-feira (22), três estudantes de uma escola particular de Teresina conquistaram um feito notável ao garantir a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes 2026 (OBAFOG). Os jovens, Antônio Rufino da Silva Sobrinho, João Gabriel Ribeiro de Carvalho, de 15 anos, e Edwaldo Rodrigues de Moura Neto, de 14 anos, impressionaram ao fazer seu minifoguete atingir a impressionante altura de 145,3 metros.

O foguete, desenvolvido com ar comprimido e água, utiliza uma bomba de encher pneus como fonte de impulso. A professora e orientadora da equipe, Karoma Cristina, relatou que na fase regional, os estudantes já tinham se destacado ao alcançar 101 metros, resultado que os garantiu uma vaga na etapa nacional, realizada em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 22 de outubro.

Karoma explicou que o edital da competição estabelece uma marca mínima para cada nível, e no nível 3, em que o trio competiu, o desafio era atingir pelo menos 90 metros. “Eles superaram essa meta e se mostraram prontos para a etapa nacional”, destacou a professora.

Além da orientação da professora Karoma, os alunos contaram com o apoio dos professores Lucas Batista e Franklin Rinaldo, que não puderam acompanhar a equipe na competição. “A empolgação deles é contagiante. Foram 82 equipes de todo o país, e a competição foi acirrada. Agora, eles já estão pensando no próximo ano e almejam a medalha de ouro”, comentou Karoma com entusiasmo.

Segundo a professora, o desempenho do foguete pode ser afetado por condições climáticas, como vento e umidade, o que exige várias tentativas de lançamento. Antes da competição, o trio realizou diversos testes em uma propriedade privada e no sítio da família de Antônio Rufino, sempre com a consciência de que, em experimentos, imprevistos podem ocorrer. “É preciso um bom número de treinos, mas também existe um elemento de imprevisibilidade”, admitiu.

Durante o evento, os alunos participaram de oficinas e novas atividades de lançamento, integrando-se a um grupo de cerca de 300 estudantes de todo o Brasil. Karoma ressaltou a força da região Nordeste na competição: “É gratificante ver que muitos dos melhores resultados são nossos. Estamos muito felizes e orgulhosos do que eles conquistaram”, finalizou.