No último domingo (25), um episódio curioso ocorreu em Uruçuí, no Sul do Piauí, quando uma mulher foi levada à delegacia após compartilhar uma foto em que aparece uma urna eletrônica e um candidato durante o segundo turno das eleições. O delegado Célio Benício, que dirige a Polícia do Interior, informou que a mulher não foi autuada, mas seu celular foi apreendido para investigação.
As autoridades estão levando o caso a sério, e todo o material coletado será encaminhado à Polícia Federal, que é a responsável por investigar possíveis infrações eleitorais. Essa ação visa garantir a lisura do processo eleitoral, que é fundamental para a democracia.
De acordo com a legislação eleitoral, fotografar a urna durante a votação é considerado crime. O uso de celulares ou câmeras nas cabines de votação é proibido para assegurar o sigilo do voto, evitando que a escolha do eleitor seja divulgada. O Código Eleitoral prevê uma pena de detenção de até dois anos para quem tentar violar essa regra, mas a punição depende de uma investigação aprofundada e do contexto dos fatos.
É importante ressaltar que a Resolução nº 23.751 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estará em vigor nas Eleições de 2026, reforça essa proibição, impedindo a entrada de qualquer dispositivo capaz de registrar ou transmitir informações, mesmo que desligados. Essa medida visa proteger a integridade do voto e a confiança do eleitorado no processo democrático.
Crédito da imagem: Urna Eletrônica (imagem ilustrativa)



