quarta-feira, 28/10/2026

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Professora da Uespi relata receber ameaças de morte após se envolver em manifestações políticas no Piauí

A recente onda de violência contra educadores atinge Parnaíba, onde a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Samara Oliveira, se tornou vítima de ameaças de morte. A professora registrou…

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A recente onda de violência contra educadores atinge Parnaíba, onde a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Samara Oliveira, se tornou vítima de ameaças de morte. A professora registrou um boletim de ocorrência após encontrar 13 bilhetes ameaçadores na porta do laboratório do seu curso, logo após participar de manifestações políticas.

Os bilhetes, que traziam mensagens como “Samara aqui jaz” e “vai para o saco preto”, foram encontrados no dia 15 de outubro, em um momento delicado, onde a professora acredita que sua atuação em defesa da democracia pode ter atraído a ira de certos grupos. “Recebi com bastante medo. Os atos começaram logo após o primeiro turno das eleições, mobilizando diversos alunos e professores”, explicou Samara.

A docente, apesar do temor, não se intimidará e pretende continuar participando das manifestações. “Vou com medo, mas sinto que tenho que ir”, afirmou, ressaltando a importância da investigação por parte das autoridades. Além do boletim registrado na Delegacia de Parnaíba, Samara tomou diversas providências, incluindo denúncias à Controladoria-Geral da União e à Ouvidoria da Uespi, e também comunicou o Ministério Público do Estado do Piauí.

A Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP) se manifestou em solidariedade à professora, repudiando as ameaças e exigindo uma investigação rigorosa. Em nota, a ADCESP salientou que a intimidação é uma afronta à liberdade de expressão e aos direitos democráticos, e que ações desse tipo não serão toleradas. A associação reafirmou seu compromisso com a luta pela educação pública e pela segurança de seus membros em um cenário político cada vez mais tenso.

O caso de Samara reflete uma realidade preocupante que muitos educadores enfrentam, evidenciando a necessidade de proteção e respeito à liberdade de expressão em um ambiente acadêmico. A comunidade local aguarda respostas eficazes das autoridades para que situações como essa não se repitam e que os direitos de todos sejam garantidos.

Crédito da imagem: Reprodução