Nove pessoas estão na mira da Justiça Federal no Piauí, acusadas de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações que teria desviado mais de R$ 4,9 milhões de recursos públicos destinados à educação e saúde. A denúncia, feita pelo Ministério Público Federal (MPF) dentro da Operação Holding, revela práticas que comprometem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o MPF, o grupo utilizava empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, para desviar verbas federais e facilitar a manipulação de contratos, além de pagar propina a agentes públicos. Os editais das licitações eram elaborados de forma a restringir a concorrência, com exigências que favoreciam os participantes do esquema. Conforme a investigação, as propostas eram previamente combinadas, simulando uma competição que, na realidade, não existia.
As irregularidades foram encontradas em licitações destinadas a serviços terceirizados e limpeza pública em cidades como Francinópolis, Manoel Emídio e Colônia do Gurguéia. Entre as táticas utilizadas, estava a entrega antecipada de propostas a agentes públicos e o compartilhamento de maquinário entre municípios, criando uma falsa impressão de independência nas execuções de contratos.
Os denunciados incluem empresários, gestores municipais, engenheiros e profissionais de áreas jurídicas e contábeis, além de uma servidora que ocupava um cargo de chefia na Secretaria de Administração e Obras. Eles enfrentam diversas acusações, como associação criminosa, fraude em licitações e corrupção. Para reverter os danos, o MPF pediu o bloqueio de bens e veículos dos envolvidos, a suspensão de contratos ainda em vigor e a perda do cargo da servidora acusada.
Crédito da imagem: Ministério Público Federal do Piauí



